quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

BELÉM ANTIGA - Ônibus Zeppelin


Cara; olha só que surreal. Nem parece o nosso mundo. Estas duas fotos são da coleção da Life e me pegaram de surpresa. Que raios de… veículo é isto? E em Belém do Pará? Tudo muito estranho. Esses "Ônibus Zeppelin" circulavam pela nossa Belém antiga na década de 50. Eles pertenciam à Viação Triunfo. Os ônibus eram fabricados sobre chassis de caminhões White – e não Dodge – e a carroceria era em madeira e flandres.
Fui pesquisar e achei coisas muito interessantes. Lá no blog do Flávio Gomes descobri que, parece, estes ônibus foram mandados construir em São Luis, Maranhão, nos anos 40, pelo empresário Joaquim Lourenço, vulgo Joaquim Português, um admirador das formas invulgares dos dirigíveis. Fizeram sucesso por alguns anos e foram levados para o Pará mais tarde.


Achei outra explicação diferente e interessante sobre a origem dos ônibuz-zeppelin de Belém do Pará, extraídada do livro Cidade Transitiva de Armando Mendes, e do blog do Haroldo Baleixe. De qualquer forma, é uma descrição deliciosa do que eram estes ônibus, vale a leitura.

Os nossos dirigíveis foram, na verdade, criação da Viação Sul Americana, de propriedade do contador do Banco Ultramarino Clóvis Ferreira Jorge & sócios. E eram construídos na São Jorge de Ribamar Ltda., igualmente de sua propriedade. Tinham carroceria de madeira, ferro e flandres, pintados externamente na cor alumínio. O interior era em couro, alcochoado. Em vez de cobradores, eram tripulados por ‘aeromoças’. No início dos anos 60 foram vendidos para Manaus e São Luiz. Antes disso, porém, inspiraram ainda uma marchinha carnavalesca assinada pelo Prof. Clodomir Colino: ‘Mamãe eu quero, quero / andar de zepelim, / com tanta mulher boa / dando sopa, está pra mim’.

3 comentários:

  1. salvo engano esta empresa pertencia ao pai do Senhor Coutinho Jorge. Ex. presidente do TCE/PA, e conhecido político da terra.

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  2. Andei muito nesses ônibus, quando criança. Infelizmente, não preservaram nenhum para mostrar às novas gerações. Belém, cidade sem memória...

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