segunda-feira, 7 de novembro de 2016

TOP: MUSCLE CARS MAIS BONITOS DE TODOS OS TEMPOS (E OS MELHORES TAMBÉM)




Um dos meus hobbies, além de desenhar e ler quadrinhos, é o ramo de carros antigos. Na verdade, esse é o meu hobbie preferido. Sou um pseudo-colecionador. Já tive dois Ford Mavericks (um LDO ano 77 e um GT ano 76) e um Ford Landau ano 78. Atualmente possuo um Oldsmobile Cutlass Supreme ano 1968, com motor V8 de 350 polegadas cúbicas e 310 Hps.
Pesquisando sobre Muscle Cars, percebi que existem várias listas, mas nenhuma sobre os Muscle Cars MAIS BONITOS. Tem dos mais feios, dos piores, dos melhores... mas nenhuma falando sobre o design desses carros maravilhosos. E, pra preencher esse espaço, após fazer uma análise minuciosa de cada detalhe dos carros, com fotos de frente, traseira, perfil e interior,  irei listar abaixo os Muscle Cars americanos mais bonitos já produzidos na terra do Tio Sam e, de quebra, colocarei informações sobre motor e desempenho de cada um.
Ah; não esqueçam que essa lista é PESSOAL. Classifiquei os carros de acordo com a minha concepção de beleza. Se você não concorda, por favor não me xingue, afinal, como diria Mister No, gosto é igual cú. Cada um tem o seu.


Pra começar...; o décimo lugar da lista. Bem... eu não consegui me decidir, então segue os cinco carros que ficaram empatados em décimo. E, que se dane; a lista é minha.

10º - DODGE CORONET 1970


Esse carro, só pela sua cara de mau, já merece um lugar aqui. Uma cara intimidadora, sem dúvida nenhuma a cara mais agressiva de todos os Muscle, além de um belo conjunto na carroceria que, se pegasse a janela traseira embutida do Dodge Charger RT do mesmo ano, ficaria mais bonito ainda.

10 º - MERCURY CYCLONE 1971




Um monstro. Pra quem gosta de carros monstros (como eu), esse é o carro. Grande, robusto, cara de mau, agressivo, faróis escondidos... e, por dentro, um dos painéis mais bonitos entre os muscle cars, com velocímetro na horizontal e marcadores embutidos na almofada do painel. Uma beleza.

10º - PONTIAC GTO 1968 / 1969


O carro que inaugurou a era dos Muscle Cars chegou a 1968 / 1968 com uma roupagem nova e interessante. Mais esportivo que suas primeiras gerações. Destaque para os faróis embutidos e o conta-giros no capô.

10º - CHEVROLET CAMARO 1969


Nunca fui muito fã do visual do Camaro. Acho ele pequeno demais, simples demais, poderia ser mais fastback e, por dentro, acho o painel dele feio (como quase todos os carros da Chevrolet da época) e os párachoques pra fora (iguais aos do Opala brasileiro) dão uma empobrecida no visual do carro. Mas admito que em 1969, ano de sua melhor roupagem, ele ficou um carro bem bonito, principalmente com faróis escondidos e os para-choques dianteiros envolventes.

10º - PONTIAC FIREBIRD 1968
 


Carro de mesmas proporções que o Camaro, construído sob a mesma plataforma, mas com personalidade própria. Muito bonito.



9º - PLYMOUTH ROAD RUNNER 1971

O mais rápido de todos os muscle cars. O único que conseguiu fazer o quarto de milha em menos de 13 segundos. O Road Runner é o conceito definitivo de Muscle Car. Um carro simples, espartano, mas com um motor monstruoso.
A sua carroceria até o ano de 1970 era bem feia. Quadrada. Tem gente que gosta (acho que mais pelo que o carro representa do que pelo design em si) mas eu, pessoalmente, acho feio. E o interior era mais feio ainda; simples e pobre demais. Mas em 1971 a Plymouth deu uma nova roupagem ao carro, e estreou uma bela carroceria que fez com que um carro que tem como símbolo uma ave vinda de um desenho animado (o Papa-léguas, no Brasil) tivesse uma “cara” agressiva. E, de quebra, melhorou o conjunto do carro, inclusive acabamento, dando ao Road Runner um interior mais elegante e luxuoso. O resultado é um belo Muscle car. O único “porém” do visual desse carro, é a queda do teto. Se fosse mais fastback, ficaria mais bonito ainda.
POTÊNCIA / DESEMPENHO: Testado em 1969 com o motor 440 Six Pack (motor espancador de Hemis nas ruas) de 390 Hps, o Road Runner fez o quarto de milha (0 – 400 mts) em 12,91 segundos (!!!), com câmbio manual de quatro marchas. O modelo 71, com o mesmo motor, fez em 13,72 segundos.








8º - PLYMOUTH BARRACUDA 1971

Outro que também é muito bonito e agressivo. Pelo menos na sua segunda geração, que estreou em 1970, porque a sua primeira geração é uma das coisas mais feias que eu já vi em um muscle (ou pony, pelo padrão do carro). Mas a sua carroceria que estreou nos anos 70 era uma coisa de louco. Era um pouco menor e mais simples do que o Challenger (ambos possuem a mesma plataforma). Além do mais, a lanterna traseira do Challenger é mais bonita. Mas em compensação, o Barracuda tem mais cara de “cachorro doido” do que o seu primo da Dodge, principalmente o modelo 1970 (o preferido da maioria, além de ser o ano / modelo mais famoso). O Barracuda era um carro mais espartano e, por isso mesmo, suas linhas são mais simples e lisas. Isso se reflete também na parte interna do carro, apesar de seguir o padrão Dodge em sua forma. Ambos os para-choques são envolventes, mas eu acho o painel traseiro do Cuda muito simplório. Não me agrada muito. De perfil, assim como o Challenger, é uma espécie de misto entre cupê e fastback (prefiro o padrão fastback), sendo que o challenger é um pouco maior. Mas o mérito principal no design desse carro vai pras suas linhas agressivas e sua cara de moleque doido.
POTÊNCIA / DESEMPENHO: Testado em 1970 com o motor 426 Hemi de 425 Hps, o Barracuda voou baixo e foi de 0-60 Mph em 5,6 segundos e fez o quarto de milha (0 – 400 mts) em 13,10 segundos, com câmbio manual de quatro marchas.






7º - CHEVROLET CHEVELLE 1970

Se o Opala fosse carro de verdade, ele seria um Chevelle. Mas comparar um Chevelle com um Opala é como comparar uma águia com um filhote de urubu. 
O Chevelle, principalmente em seu modelo 1970, tem uma legião de fãs. E transpira músculos e esportividade. Acho que é o carro que mais transpira músculos nessa lista. Capô encorpado, longo, grade dianteira grande, lanternas duplas na rente e pequenas atrás, pára-choques parrudos e linhas encorpadas formam um carro sem muita frescura. Musculoso e ponto final. Intimidador. A queda, estilo fastback,é bem bacana.
Não gosto do painel do Chevelle (como de praticamente todos os carros da Chevrolet). Acho feio, com aspecto pobre e de plástico. E acho o para-choque dianteiro um pouco "parrudo" demais. De resto, o carro é uma maravilha.
POTÊNCIA / DESEMPENHO: Falar de potência com o Chevelle é brincadeira. Em 1970 simplesmente não havia motor maior disponível em nenhum outro Muscle Car do que o motor 454 do Chevelle. Essa coisa do capeta desenvolvia 450 Hps (declarados), ia de 0 – 60 Mph em 5,4 segundos (com câmbio automático) e fazia o quarto de milha (0 – 400 mts) em apenas 13,12 segundos (com câmbio manual). Praticamente imbatível.





6º - OLDSMOBILE 442 1972

Sou muito suspeito pra falar dos carros da Oldsmobile. Isso porque eu sou dono de um Oldsmobile Cutlass Supreme ano 1968, com motor 350 “Rocket”, todo completo. E posso dizer, com autoridade, que a Oldsmobile sabia fazer carros. E muito bem. Além de ser muito bonito, meu carro é muito bem construído e possui um excelente acabamento, com um motor de muita força e torque. Mas o ápice da Oldsmobile em termos de design e mecânica é, sem dúvidas, o Odsmobile 442. Eu acho o modelo-ano 1972 mais bonito, apesar de ser menos potente que os Olds 442 dos anos anteriores, por conta das leis anti-poluição que passaram a vigorar nos EUA no ano de 1971. Além de super-potente, com um motor V8 de 455 polegadas cúbicas, o olds 442 tem algumas das curvas na carroceria mais lindas que Detroit já produziu, além de um interior de muito bom gosto (anos-luz mais bonito que o dos carros da Chevrolet), com um acabamento caprichado.
Sua frente exala músculos, graças à grade parruda e às entradas de ar no capô. A queda do teto é linda, com um estilo fastback bastante acentuado (com teto de vinil, foca mais bonito ainda), culminando na lanternas traseiras integradas ao para-choque e divididas em gomos. Na lateral, faixas decoiratyivas e ressaltos nas caixas de roda complementam esse conjunto perfeitamente equilibrado. Acho que o único porém no visual desse carro é que ele poderia ter um pouco mais de “cara de mau”. Mas mesmo assim, o carro transpira músculos e agressividade.
Potência / Desempenho: Em 1972, com o motor 455 e o pacote de desempenho W-30, essa coisa linda desenvolvia 370 Hps (e olha que para o ano de 1972 ele já tinha perdido potência), ia de 0 – 60 Mph em 5,7 segundos e fazia o quarto de milha (0 – 400 mts) em apenas 14,02 segundos.




 

5º - DODGE CHALLENGER 1971

Outro famoso. E não à toa. Tem um dos desenhos mais harmoniosos e atraentes entre os “Muscle cars”. Na verdade, esse carro, apesar de ser considerado um “Pony Car”, tem linhas bem musculosas e harmoniosas. Frente muito bonita, com dois pares de faróis (prefiro dois do que um), e lanterna traseira típica de um muscle. Linhas finas, onduladas, esguias, bem definidas e agressivas. Capô com entradas de ar e com volume acentuado, dando aspecto musculoso à frente do carro, pára-choque envolvente, linha traseira muito bonita e bem definida com o conjunto óptico do carro. Enfim; esse é um carro ao mesmo tempo harmonioso, agressivo e, apesar de ser um “Pony”, robusto. Sua linha lateral também é muito bonita, com vincos e detalhes bem legais. Por dentro, ele segue as linhas gerais do Charger R/T 71. Ou seja: é bem bonito e com um bom acabamento. 
O meu único porém nesse carro é que ele é quase um cupê. Talvez pra se diferenciar da nova geração do Charger, que estava no forno.  Se fosse um pouco mais fastback (só um pouco), seria perfeito e certamente apareceria entre as três primeiras posições da minha lista.








4º - DODGE CHARGER R/T 1969
Pois é… em quarto vem ele. O muscle car que, junto com o Mercury Cyclone 70/71 e o Dodge Coronet 1970, mais tem cara de mau entre todos. Um ícone. O carro do bandido. O Dodge Charger R/T 1969. 
Muitos preferem o modelo 1968, mais famoso, mas, na minha opinião, o ano / modelo 69 é o mais bonito da segunda geração do Charger. A grade bipartida, os faróis ocultos, lanterna traseira... esse carro é intimidador até quando se olha ele por trás. Provavelmente o cara que fez o desenho desse carro estava possuído pelo capeta. Graças a Deus. Ehehehe
Mas voltando ao carro, a coluna traseira tem todo um diferencial. A janela é embutida e o teto possui um prolongamento, dando um estilo semi-fastback ao carro. Isso tudo, combinando com a tampa do tanque de combustível e o painel traseiro com as novas luzes do modelo 69 do Charger, dão a ele um conjunto traseiro maravilhoso. E encorpado. Tudo nesse desenho transpira músculos, agressividade e imponência. Ele não é tão famoso à toa.
Os únicos poréns desse carro é que, na minha opinião, ele possui um aspecto pouco esguio, mais reto, meio “banheira”, apesar de isso ratificar a sua robustez. Esse aspecto meio “banheira” é reforçado por três coisas: pela lateral, muito “lisa” na minha opinião (comparem com a lateral do Mustang Fastback 69 e do Charger R/T 71), sem muitos detalhes e com poucos vincos e pelo interior do carro. Acho o painel e os bancos do Charger bem mais ou menos. Podiam ser mais bonitos. E por dentro você nota que faltou algo... que preenchesse mais o motorista, sei lá. Não sei explicar direito. Eu, particularmente, gosto de carros que “vistam” o motorista, mas sem parecerem pequenos, e que sejam agressivos e robustos. Por isso a minha preferência sempre foi pelo estilo “muscle”, e não pelos “Pony” cars. Mas, ainda assim, o Charger 69 é lindo de matar. E por isso está entre os Top da minha lista. Os meus “poréns” são muito pequenos e insignificantes perto da beleza desse carro.
POTÊNCIA / DESEMPENHO: Testado em 1969 com o motor 440 de 375 Hps, o Charger R/t foi de 0-60 Mph em 6,1 segundos e fez o quarto de milha (0 – 400 mts) em 13,9 segundos, isso com câmbio manual de três marchas. Um modelo 1968 testado com o mítico motor “Hemi” de 425 Hp fez o quarto de milha em 13,50 e 13,9 com câmbio automático e manual de quatro marchas, respectivamente.





3º - FORD MUSTANG 429 FASTBACK 1969
Para muitos esse é o desenho mais bonito e harmonioso de um Muscle Car. E eu entendo essa acepção. O Mustang é considerado um “Pony Car”. E eu prefiro os “Muscle”, por serem maiores e passar um aspecto mais agressivo e musculoso. Mas o Ford Mustang, nos seus anos-modelo 68/69, cresceu e ficou mais encorpado, robusto e bonito, com estilo charmoso e agressivo ao mesmo tempo. A partir de 71 cresceu mais ainda, mas perdeu a harmonia nos traços. Por isso o modelo 1969 figura entre os primeiros da minha lista, apesar de ser um “Pony car”. A queda do teto e a coluna traseira evidenciaram o estilo Fastback como nenhum outro Muscle Car jamais o fez, exceto as primeiras gerações do Fairlane / Torino e Dodge Charger R/T. E esse estilo, no Mustang, ficou uma verdadeira obra prima. Olhando de perfil, é o segundo carro mais bonito de todos os tempos, na minha opinião (o primeiro é o Charger R/T 1971). A lateral desse carro é linda, com entradas na coluna traseira e vincos que percorrem toda a carroceria. E a queda da carroceria casou muito bem com as lanternas divididas em três gomos característica dos Mustang. Na minha opinião e gosto pessoal, o único porém é a cara de cavalo do Mustang. Sim eu sei, é do cânone do carro, afinal a raça Mustang é a própria inspiração existencial deste automóvel. Mas é coisa de gosto pessoal mesmo. De resto, o carro é lindo.
Por dentro, o carro também é muito bonito e bem acabado, com destaque para os bancos traseiros 1+1. Os mostradores do painel têm uma característica clássica, bem própria. A grafia dos números do painel são muito bonitas. Os bancos, dianteiros e traseiros, são muito bonitos. Agora, pra efeito de citação, o painel dos Mustangs 65, 66 e 67 são os painéis de carros mais bonitos que eu já vi (vejam as imagens). São lindos. Pena que em 1969, esse painel não foi adotado... mas mesmo assim continua bonito.
POTÊNCIA / DESEMPENHO: O Mustang, inicialmente (até o ano de 1968) vinha com uma gama muito grande de motores. Desde alguns anêmicos seis cilindros, passando pelo famoso 302 V8, que equipou os nossos Maverick e Landau, até o 390 V8, que foi usado no filme Bullit, pilotado por Steve Mcqueen. Mas em 1969 foi lançado o Mustang Boss com motor 429 de 375 Hp, o mesmo usado no Torino, que, em um carro um pouco menor e mais leve, fez os fãs acharem que esse Mustang seria o Pôney/Muscle car mais rápido de todos os tempos. Porém, como o Boss 429 nasceu da necessidade da Ford de qualificar 500 exemplares de seu novo motor 429 de corrida para a Nascar, ele acabou ficando um pouco aquém do esperado nas acelerações de arrancada de rua, pois o motor 429 para pistas de alta velocidade desabrochava em altas rotações. Mas mesmo assim não fazia feio, ficando à frente da maioria dos Muscle Cars da época: 0-96 Mph em 6,2 segundos e o quarto de milha (0 – 400 mts) em 13,34 segundos, equipado com câmbio manual de quatro marchas.






2º - FORD TORINO 429 1971
O Torino é um Muscle car derivado dos Ford Fairlane, que unia desempenho e um certo luxo. Como seu irmão Mustang fez um sucesso estrondoso, o Torino ficou meio que ofuscado e não é tão famoso assim. Mas é lindo. E, na minha opinião, pelo tamanho, robustez, imponência e agressividade da sua carroceria, ele é mais bonito que o Mustang.
A frente é super-agressiva, como manda o figurino de um Muscle Car. Podia vir com os faróis ocultos (opcional) ou com os faróis visíveis. Não sei qual eu prefiro. Ambas as opções são lindas. Esse carro tem cara de poucos amigos de qualquer jeito. Tem cara de “cachorro doido”. Capô enorme com travas e entradas de ar funcionais. Os para-choques são envolventes até a metade, acompanhando a linha da carroceria, dando um ar harmonioso e robusto ao mesmo tempo. Visto de perfil, tem estilo fastback bastante acentuado. E sua carroceria, mais baixa e esportiva do que o modelo dos anos anteriores, acentua essa característica. E a traseira do carro, com a lanterna que cobre todo o painel traseiro (opcional) é de matar. Linda demais. A outra lanterna traseira, com dois pares simples e que vinham de série no Torino Cobra (a lanterna que cobre todo o painel era opcional) é feia, mas eu levo em conta aqui o carro na sua forma mais bonita. A lateral, eu acho um pouco “lisa” demais, e se prolonga muito na parte da queda traseira, mas possui vincos que se acentuam na porta e seguem a linha de cintura do carro que ajudam a atenuar esse efeito. E esse, pra mim, esse é o único e insignificante porém no desenho desse carro. Talvez se tivesse um vinco ou entrada na porta ou talvez adesivos laterais (presentes na versão Gt do Torino) ficaria mais bonito. Talvez. E eu digo talvez porque esse carro é praticamente irretocável em suas linhas. De resto, ele é perfeito em tudo.
Apesar de ser um carro grande para os padrões médios dos norte-americanos, seu desenho, as curvas e os vincos da carroceria não deixam passar a impressão de um carro “banheirão”. E isso só aumenta o mérito do carro. Um carro imponente.
Por dentro, eu sempre gostei do interior dos carros da Ford. Principalmente o painel e seus mostradores. Sempre foram os meus preferidos São clássicos, charmosos e ao mesmo tempo esportivos. Isso é perceptível até mesmo no interior dos nossos Galaxie / Landau e Maverick. Bem diferente dos mostradores e painéis dos carros da Chevrolet, que são feios, parecem todos feitos de plástico, quadrados e não têm estilo clássico. No Ford Torino, o velocímetro tem o marcador na horizontal. Isso é um diferencial muito legal em um Muscle. Acho que além dos Torino, somente os Mercury Cyclone têm essa característica. Não lembro de ter visto outro muscle com o velocímetro na horizontal. E o acabamento interno do carro é que há de melhor. A Ford, em termos de acabamento, era primorosa em seus carros. Pelo menos antigamente.
Potência / Desempenho: Em 1970 e 1971 os Torino Cobra vinham com o motor 429 Cobra, cuja potencia variava entre 370 e 375 Hps. Na versão de 375 Hps, fazia o quarto de milha (0 – 400 mts) em 13,62 segundos, e ia de 0-60 mph em 6 segundos, equipado com câmbio automático. Um belo monstro, com uma usina de força maravilhosa embaixo do capô.







1º - DODGE CHARGER R/T 1971
Sei que a grande maioria prefere o ano / modelo 1968 desse carro. E eu entendo, pois esse, além de ser o modelo mais famoso, com inúmeras aparições na TV, marcou uma revolução no design do carro, inaugurando um dos desenhos mais bonitos dos Muscle Cars da época. Mas eu nunca fui muito de ir com a maioria. E, realmente, eu acho o ano / modelo 1971 do Dodge Charger RT, com a grade com faróis escondidos (opcional nesse ano, infelizmente) e com teto de vinil (também opcional) o mais bonito Charger de todos os tempos. E também acho esse o Muscle Car mais bonito entre todos (desde que com esses dois opcionais citados acima).
Diferente do estilo do ano anterior, o modelo 71 ficou com uma estética mais agressiva, mais esguio e arredondado, e menos “banheirão”. Perdeu o prolongamento da coluna traseira que vigorou até o modelo 1970 do Charger, e também o lindo bocal do tanque de combustível, é verdade, mas o carro como um todo ficou com uma aparência mais... digamos... leve e veloz. Mais esguio mesmo. Esportivo, leve e agressivo. Por isso eu, dentre todos os modelos, prefiro o 71 do Charger R/T. Porque ele combina tudo isso. É grande sem ter aspecto de banheirão. É grande e, ainda assim, esguio. É grande e, ainda assim, veste o motorista. E é agressivo e robusto.
O Charger RT 71, na minha concepção, é o Muscle definitivo em termos de design. Tem o tamanho certo (maior que os pony cars e menor que os muscle “banheirões”). A frente é linda, com o capô grande e a ondulação de caimento da carroceria. Pára-choque envolvente, integrado na carroceria e, opcionalmente, faróis escondidos atrás da grade, como nos modelos anteriores, com uma cara de poucos amigos, agressiva e assustadora. Esse é o perfil mais bonito, mas a versão com faróis aparentes também é muito bonita e agressiva. O capô, com as entradas de ar, as travas, as ondulações e a pintura das faixas... tudo perfeito. Visto de perfil, o carro também é perfeito. O estilo fastback ficou bastante acentuado esse ano, com ondulações na carroceria que remetem ao estilo “garrafa de coca-cola”, além da adição de entradas na porta, parecidas com barbatana de tubarão, e retrovisores esportivos (coisas que o charger anterior não tinha). E, por fim, um conjunto traseiro de tirar o fôlego, com párachoque integrando as lanternas traseiras, divididas em três gomos levemente inclinados, e traseira truncada. Além do mais, as faixas pretas são excelentes, sua grafia é de muito bom gosto, e acompanham as ondulações da carroceria, acentuando o estilo mais esguio do carro. Visualmente perfeito, por todos os ângulos.
Por dentro, um visual também caprichado, muito bonito e harmonioso, semelhante ao do Dodge Challenger. Painel com mostradores muito bonitos e detalhes imitando madeira, um console central dos mais lindos de todos os muscle cars, bancos individuais bem esportivos, forros de porta, forro do teto... tudo lindo demais, bem acabado e harmonioso, passando um ar de esportividade em cada detalhe. Por dentro, o Charger 71 supera o Charger dos anos anteriores, sem sombra de dúvidas.
Enfim; no conjunto da obra, o Charger RT ano/modelo é mais bonito que os anos / modelos 68, 69 e 70. É menos “banheirão” (se bem que chamar o Charger RT 68 de “banheirão” é um pecado...), possui o tamanho certo pra um muscle car, nem muito grande, e nem muito pequeno, musculoso na medida exata; tem um desenho harmonioso, agressivo, leve, imponente, musculoso, veloz e esguio e, por dentro, é um primor. O Muscle car visualmente perfeito. Na verdade, esse é, pra mim, o Muscle Car mais perfeito, no conjunto da obra, já feito. Sei que a grande maioria vai discordar e vai preferir o desenho do modelo 1968 (o mais famoso e conhecido), mas se livre do senso comum, ponha os dois modelos lado a lado na sua tela e compare cada detalhe. Analise sem preconceitos ou ideias pré-estabelecidas. Aí talvez você concorde comigo.
Desempenho: Em 1971 o Charger R/t vinha com o motor padrão 440 Magnum, com carburador quádruplo que desenvolvia, nesse ano, 370 Hp (nos anos 68 – 70 gerava 375 Hp, devido à taxa de compressão um pouco mais alta). Opcional era o motor 440 com três carburadores duplos a vácuo, onde somente o do meio abria em uso normal “manso” e, se pisasse mais fundo, os outros se abriam. Essa configuração se chamava “Six Pack” e gerava, 385 Hp (em 1970 gerava 390 Hp), fazendo em 1971 o quarto de milha (0 – 400 mts) em 14,2 segundos, equipado com cambio automático de três marchas. E, por fim, também opcional, o mítico motor “Hemi” 426, que chegou a 1971 melhor do que nunca, com a potência inalterada em relação aos anos anteriores e com tuchos hidráulicos (melhores e mais resistentes) e outras melhorias que o tornaram, nesse ano em específico, mais resistente e confiável. Desenvolvia 425 Hp. Com o motor Hemi, o Charger R/t 71 superou o Charger R/t 68. Fez o quarto de milha (0 – 400 mts) em 13,73 segundos e ia de 0-60 mph em parcos 5,7 segundos, equipado com câmbio automático de três marchas. Uma desgraça para o mundo civilizado, sem dúvidas.







Ufa! Esse foi o post. Só máquinas maravilhosas. Comentem aí!


2 comentários:

  1. Porra; nenhum comentário. Só eu leio esse blog...

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  2. Charger R/T 68 sim é o muscle car definitivo.

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